Parintins: o carnaval amazônico tem data confirmada

Um dos eventos mais importantes da região Norte retorna após dois anos de ausência por causa da pandemia. O 55º Festival Folclórico de Parintins foi confirmado para os dias 24, 25 e 26 de junho deste ano, mantendo a tradição do último fim de semana do mês. Considerado o “carnaval” da Amazônia, a festa reúne milhares de turistas que vão até a cidade para conhecer as belezas do Garantido e do Caprichoso.

O nome da festa vem do lugar onde ela acontece – a ilha de Parintins, às margens do rio Amazonas, a 420 quilômetros de Manaus. O festival bebe em uma rivalidade iniciada há quase cem anos, quando dois grandes grupos – os “bois” começaram a representar nas ruas de Parintins o folclore do boi-bumbá, uma variação do bumba-meu-boi nordestino.

Com fantasias, músicas e alegorias, os bois encenam a lenda da Mãe Catirina, uma mulher que estava grávida e com desejo de comer língua de boi. Para satisfazê-la, seu marido, Pai Francisco, sacrifica o boi favorito do patrão, que ameaça matá-lo. Quem salva Pai Francisco da morte é o Pajé, que ressuscita o boi antes da tragédia acontecer. Toda a lenda é ambientada no contexto da Amazônia: os povos indígenas, as criaturas e toda a mística do maior bioma do planeta.

O primeiro boi a representar essa história foi o Garantido, fundado em 1913. Nove anos depois, em 1922, apareceu o boi Galante, renomeado como Caprichoso em 1925. O Garantido usa a cor vermelha e o Caprichoso usa o azul. Nos primórdios, a disputa era informal e acontecia no centro da cidade de Parintins.

A festa cresceu tanto que virou uma superprodução com a construção do “Bumbódromo de Parintins”, uma arena onde acontecem as apresentações. Nas três noites de disputa, o espetáculo chega a atrair mais de 100 mil pessoas além dos milhares de telespectadores acompanhando por todos os meios de comunicação transmitindo o evento simultaneamente.

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