A utilização da borracha foi desenvolvida após diversas descobertas científicas durante o século XIX. E teve uma relevância enorme para a Amazônia nessa época, o chamado Ciclo da Borracha, que foi um momento histórico do ponto de vista econômico e social para o país.

A Revolução Industrial e o desenvolvimento tecnológico ampliaram o uso da borracha natural, especialmente após o processo de vulcanização (um tratamento industrial que elimina as impurezas da coagulação do látex). A matéria prima que até então era exclusiva da Amazônia, tornou-se muito valorizada e procurada, transformando a região no maior pólo de extração e exportação de látex do mundo, gerando lucros e atraindo empreendedores de fora do país. Essa repercussão trouxe muitas pessoas ao Brasil, que tinham o objetivo de conhecer a seringueira e os métodos e processos de extração.

A exploração da borracha possibilitou um rápido desenvolvimento econômico na região. Porém no início do século XX, a supremacia da borracha brasileira sofreu um grande declínio com a concorrência do látex explorado no continente asiático. E a crise da seringa amazônica levou diversos aviadores à falência e endividou os cofres públicos que estocavam a borracha na tentativa de elevar os preços.

Depois da Segunda Guerra Mundial, as indústrias passaram a utilizar uma borracha sintética que tinha um ritmo de produção mais acelerado e essa inovação acabou retraindo significativamente a exploração da seringa na nossa Floresta Amazônica. No entanto, até os dias de hoje, a exploração da borracha integra a economia da região norte do Brasil.

Aqui no Untamed você pode conhecer um pouco mais de perto sobre o Ciclo da Borracha, pois visitamos o museu do Seringal: um mergulho nessa história que ilustra a época do ouro do Ciclo da Borracha, retratando o modo de ser e viver do homem no seringal, tanto os coronéis, quanto os nordestinos que chegavam à capital amazonense para trabalhar com o látex.

A única forma de chegar ao Museu é de barco e a viagem até lá também será um passeio maravilhoso, passamos por lindas paisagens, muito verde e desbravando a imensidão do Rio!

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